Na praia, refrescava-me na água do mar e não pode deixar de escutar o diálogo entre duas miúdas de uns 10, 11 anos que entravam na água, sem frio, e estavam agora ao pé de mim. Di zia uma para a outra: - Não vamos desperdiçar tempo e vamos já mergulhar! (E mergulharam num ápice). Fiquei e pensar na noção de escala e na sua "urgência". Não queriam desperdiçar o seu tempo, elas que têm todo o tempo do mundo e nem creio que entendam já a noção do tempo de um adulto, da voragem dos dias e horas... Saberão elas que há momentos que valem por uma vida e que há dias cinzentos e monótonos que bem poderiam ser deitados fora? O que vale um dia de praia sem relógios e sem compromissos! todo o tempo é útil, porque saboreado. Não, estando elas na praia, não desperdiçaram o seu tempo, nem antes, nem depois do mergulho que até mereceu uma contagem até três para que ocorresse em simultâneo. (Nos dias seguintes voltei a deslumbra-me com estas duas jovens que estavam em...